quinta-feira, 13 de julho de 2017

Pokémon o filme e infância

Quando eu era pequeno, bem pequeno mesmo, não sei ao certo a idade, mas por volta dos 4 - 5 anos, minha mãe me levou ao cinema pra assistir um filme que me emociona até hoje, foi o primeiro filme Pokémon que tava em cartaz.

Eu gostava muito de pokémon, assistia o anime que passava na TV, comprava as revistas e tudo mais, mas ainda nunca tinha tido contato com o jogo do Gameboy (nem sabia que existia), e quando eu vi o filme, fiquei impressionado com a qualidade das animações, era muito mais emocionantes do que no anime, as batalhas eram mais bem elaboradas e etc., mas o que eu mais gostei mesmo no filme foi o personagem que eu considero o verdadeiro protagonista da história, o Mewtwo.
Pra quem não assistiu ao filme, o Mewtwo, foi um pokémon criado em laboratório, tinha uns cientistas lá que conseguiram uma amostra do DNA do Mew, um pokémon Lendário ultra super mega raro, e com isso eles deram um jeito de criar o Mewtwo, a partir do DNA do Mew, o projeto era refazer o Mew, mas muito mais forte e poderoso; ai tá né, acontece que esse Mewtwo não entendeu nada e destruiu o laboratório, os cientistas, tacou fogo em tudo sem saber por que de tudo aquilo.

Ai que começa a parte que eu queria chegar, ao fazer isso ele tinha umas perguntas que eu mesmo também fazia quando eu era um pokémonzinho, 
"Onde estou? não é a mesma coisa, tudo antes era só um sonho? Por que?" 
 "Aqueles que me criaram nunca perguntaram se eu queria existir. Por isso, eu não posso perdoá-los"
 Por algum motivo eu me sentia muito triste por ele (e acho que por mim também), talvez por que eu me identificasse com esse tipo de questionamento, nada fazia sentido, meus pais separados não se davam muito bem e eu ficava me perguntando o por que que eu existia então. Mas diferente do mewtwo, eu amo meus pais, mas eu tinha uma duvida sobre o resto do mundo, pra mim, eu não fazia parte dele, só tava lá como um penetra de festa, que entra numa festa sem ser convidado, toma uma bebida, come alguma coisinha, fala com uma ou duas pessoas, se despede e vai embora, nunca mais aparece e ninguém sabe quem era aquele cara e nem qual é o nome dele.
Não tenho idéia se esse tipo de pergunta pode ser considerado normal nessa idade, eu nunca fui muito de me expressar, sempre fui muito tímido e falava muito pouco com as pessoas, também nunca fui de ter mais de 3 amigos.

Ainda tenho umas idéias pra responder esse tipo de pergunta do por que da vida, do universo, e tudo mais (é 42, seu burro), mas duvido muito que qualquer pessoa possa responder esse tipo de coisa cientificamente (a menos que você seja o computador pensador profundo). No momento só acredito que toda a existência da vida é só uma infinita coincidência física, acho que sou só um cara que é feito de um numero incontável de complexos carbônicos que ficam trocando elétrons entre si e aceitou (ou acha que aceitou) a ideia de que isso se chama consciência e tem algum tipo de importância na existência.
...
(ou não).
...
Mas voltando ao filme, resumindo, o mewtwo vai lá, faz os pokémons brigarem entre si só pra provar que ele pode fazer alguma coisa, o Pikachu vê o ash meio que morto, ai ele chora também (nessa parte eu me comovo cara, não tem como não se emocionar até hoje, ai eu choro também), ai todos os pokémons choram, todo mundo chora e o ash volta a vida chorando também:




 E no final mewtwo conclui o filme com aqueeela frase:




Por fim, independentemente de se somos um monte de troca de elétrons sem sentido ou função cósmica, com essa frase do mewtwo eu concluo que feijão.

que?
não, mentira.

Concluo que na verdade é muito difícil atribuir um sentido à vida por vontade própria, acredito que muitas pessoas, no decorrer de suas vidas receberam alguma razão pra existir e a adotaram simplesmente por que é necessário acreditar em algo, talvez esteja no DNA acreditar em algo, seja em uma empresa que você trabalhe, seja em alguma divindade, ou em algum ensinamento que alguém te deixou e você precise honrar aquilo, seilá, apenas é necessário acreditar por que é isso que os complexos carbônicos fazem por coincidência das constantes físicas.
Eu não acredito em muitas coisas, mas se tem uma coisa que eu acredito, é que as pessoas precisam acreditar em algo, e provavelmente acredito em outras coisas também, como acreditar que posso ajudar as pessoas a acreditarem em algo, mesmo que não seja algo que eu acredite, (que?).
Agora, qual a razão de existirem essas constantes físicas? maaano, num sei.
Adoraria discutir sobre o Big Bang (ou sobre Genesis), conhecer mais e continuar tendo essas idéias por que eu tenho que acreditar em alguma coisa né.

sábado, 24 de junho de 2017

Medo urbano

Cara, eu tava assistindo o jornal local com a Thayná, e a reportagem era sobre uma garota que tinha sido assassinada, e ela me perguntou o por que de a violência estar tão grande, eu não esperava uma pergunta dessas, na hora eu não dei nenhuma resposta boa pra pergunta dela, só enrolei um pouco sobre "ah, sei lá, deve ter vários condicionantes, como educação, economia e etc", mas na verdade eu não sei nada disso, e ela sabe que eu não sei.

Depois que ela saiu da sala, continuei assistindo o jornal, e foi exibida uma outra reportagem sobre uma chacina que teve em um município proximo, nesse instante, entrei em estado de profunda reflexão a respeito da vida das pessoas (tá, não foi uma reflexão tão profunda assim, mas, perdi o controle no meio de tantos pensamentos sobre isso) e, bem, logo apareceu outra reportagem sobre uns alunos de uma escola que se mobilizaram pedindo paz. Deu pra perceber o quanto as pessoas estão desesperadas, com tanto medo, de sair, de se machucarem pelas mãos de desconhecidos, claro, eu também tenho esse medo, mas não mostro, acho que talvez se eu esconder o medo e fingir que ele não existe eu possa me sentir mais confortável, provavelmente por que eu sou covarde (ou não,  mas provavelmente sim, ou só com medo mesmo).

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Por que um blog?

Acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto, tipo, não gosto de ignorância.
Mas também sei do que gosto, tipo andar de ónibus, não sei por que, mas pra mim eu penso melhor no ónibus, e lá, acredito que tenho umas ideias legais, por isso começo o Blog.
Mas por que não escrevo no Facebook? Ah, seilá, imagino que ninguém vá ler mesmo, dê um like e continue rolando a página ignorando o que eu escrevi.
Ter um blog pessoal é diferente, quem quer me ler, REALMENTE vai me ler, então se você ta lendo isso aqui, cara, eu te amo, mas se não estiver lendo, cara, eu também te amo S2

Xá eu me apresentar, eu sou Paulo, estudo enfermagem e namoro com a Thayná, minha leãozinha.
Eu não gosto de figo, nem de Los hermanos, mas não me odeie por isso, nem me ame por isso também.
Eu gosto de Azeitona, e de Cartola, mas por favor, não me odeie, nem me ame por esses motivos, ou não, você que sabe.